Professora da Uespi registra ameaças de morte após atos políticos em Parnaíba​‌​

Professora da Uespi, Samara Oliveira, denuncia 13 bilhetes com ameaças de morte após atos políticos em Parnaíba.

Professora da Uespi registra ameaças de morte após atos políticos em Parnaíba​‌​

A coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), campus de Parnaíba, Samara Oliveira, denunciou ter recebido 13 bilhetes com ameaças de morte. Os papéis foram encontrados em seu laboratório após sua participação em atos políticos na cidade.

As mensagens continham frases alarmantes como “Samara aqui jaz” e “vai para o saco preto”, além de desenhos de cruzes e triângulos. Os bilhetes foram deixados sob a porta do laboratório, que não apresentava sinais de arrombamento.

Ameaças e intimidação

Samara relatou que encontrou os bilhetes ao entrar no laboratório acompanhada por cinco alunos. “Ao entrar, encontrei os bilhetes no chão, logo abaixo da porta”, afirmou. A professora acredita que as ameaças podem ser reais e não descarta a possibilidade de terem sido deixadas como forma de intimidação, especialmente porque surgiram poucos dias após sua participação em manifestações.

“Eu queria muito que fosse para intimidar. Espero que seja. Mas não recuei, continuei meu trabalho no movimento”, declarou, ressaltando que, apesar do medo, não pretende deixar de participar das manifestações políticas.

Denúncias e providências

Samara registrou um boletim de ocorrência e formalizou denúncias junto à Controladoria Geral da União (CGU), Ouvidoria, Reitoria da Uespi, Secretaria de Segurança Pública do Piauí e ao Ministério Público Estadual. Ela também prestou depoimento à Polícia Civil e aguarda os desdobramentos do caso.

“Espero que o Estado faça a investigação e descubra quem fez isso. Tenho a sensação de que a pessoa conhecia minha rotina”, disse a professora.

Solidariedade da comunidade acadêmica

A Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (ADCESP) manifestou solidariedade à professora e repudiou as ameaças. A entidade exige uma investigação rigorosa da Secretaria de Segurança Pública do Piauí e pede à Reitoria da Uespi que tome medidas para garantir a segurança de Samara.

Em nota, a ADCESP destacou a importância da liberdade de expressão e a necessidade de proteção aos docentes que exercem seus direitos políticos. “Ameaças dessa natureza são inadmissíveis e constituem uma afronta à liberdade de expressão e aos princípios democráticos”, afirmou a associação.

Samara, que é respeitada pesquisadora na área de Educação e uma liderança sindical, reafirmou seu compromisso com a luta política, mesmo diante das ameaças. “Ameaças não nos calarão!”, concluiu a professora.

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