Confusão em prova do seletivo de estágio do Tj-pi gera acionamento da polícia​‌​

Confusão em prova do seletivo do TJ-PI leva à ação da polícia após candidata não conseguir entrar.

Confusão em prova do seletivo de estágio do Tj-pi gera acionamento da polícia​‌​

Uma confusão no local de aplicação das provas do seletivo para estágio de nível superior do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) resultou no acionamento da Polícia Militar na manhã deste domingo (1º). O incidente ocorreu na sede do Instituto Federal do Piauí (IFPI), em Teresina, quando uma candidata tentou entrar no prédio após o fechamento dos portões.

A estudante relatou que chegou ao local no horário estipulado, mas não conseguiu acessar o campus. Ela, que é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), afirmou ter saído de casa cedo para revisar o conteúdo da prova, mas enfrentou dificuldades no deslocamento, o que atrasou sua chegada.

Horários de fechamento e controvérsias

O edital do processo seletivo, divulgado pela Escola Judiciária do Piauí (Ejud), informava que os portões seriam abertos às 7h e fechados às 7h30. No entanto, a candidata alegou que o fechamento ocorreu antes do horário previsto, por volta das 7h10.

A Ejud contestou essa versão e publicou um vídeo em suas redes sociais, afirmando que os portões foram fechados às 7h30. A instituição também destacou que não havia candidatos do lado de fora quando o acesso foi encerrado.

Direitos dos candidatos neurodivergentes

Em relação à situação da candidata, a Ejud esclareceu que não há tolerância diferenciada para candidatos neurodivergentes quanto ao horário de entrada. As adaptações durante a prova devem ser solicitadas previamente.

Além disso, a Ejud informou que a candidata tentou forçar a entrada no prédio, o que causou danos materiais. A instituição planeja registrar um Boletim de Ocorrência após a análise das imagens das câmeras de segurança do IFPI.

Intervenção da Polícia Militar

O IFPI confirmou que servidores orientaram a estudante, mas, diante da insistência dela em entrar, a Polícia Militar foi chamada para intervir. Após a conversa com a equipe policial, a candidata deixou o campus.

“O procedimento adotado é chamar a viatura de polícia que conversou com a candidata a respeito”, afirmou a assessoria de Comunicação do IFPI.

O incidente levanta questões sobre a acessibilidade e os direitos dos candidatos em situações de prova, especialmente para aqueles com necessidades especiais. A Ejud e o IFPI devem continuar a discutir formas de garantir que todos os candidatos tenham a oportunidade de participar dos processos seletivos de forma justa e equitativa.

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